sexta-feira, 19 de julho de 2013


Perseguição a Cristão A cada quatro pessoas perseguidas no mundo por causa de religião, três são cristãs A cada quatro pessoas perseguidas no mundo por causa da religião, três são cristãs. Essa foi a constatação de estudiosos que debateram a questão da perseguição às minorias cristãs no Egito, instaurada pelo presidente Mohamed Morsi, o primeiro eleito pelo voto popular direto e recentemente deposto pelos militares do país. Abboud Soha, egípcio e doutor em estudos islâmicos, afirmou que “os fundamentalistas estão causando enormes prejuízos para os cristãos pois elevam à categoria de herói quem mata um cristão”. O debate, segundo informações do Acontecer Cristiano, mostrou que a perseguição religiosa vem sendo mostrada em sua realidade no atual mundo globalizado. Um diácono da Igreja Perseguida na China – que não teve sua identidade revelada por questões de segurança - e o escritor cristão Daniel Arasa, completaram a mesa redonda. O evento cotou ainda com testemunhos de outros missionários que experimentaram a perseguição e vivenciaram o martírio de irmãos de fé. “Três em cada quatro pessoas perseguidas no mundo são cristãs”, afirmou Javier Menéndez, moderador do debate. Em sua fala, Menéndez tratou de mostrar o lado humano dos perseguidos, dizendo que cada mártir tem um nome e um sobrenome. O moderador ressaltou ainda que os três principais focos de perseguição a cristãos são o islamismo, o comunismo e o extremismo nacionalista. Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Adeus a Inocência.


PROFESSORES DESISTEM DA PROFISSÃO. . Número cada vez maior de professores que abandonam a profissão piora o quadro de escassez de profissionais na Educação Básica e coloca em questão a capacidade de atração da sala de aula atual Rodnei Corsini Baixos salários, insatisfação no trabalho, desprestígio profissional. As condições são velhas conhecidas dos docentes, mas têm se convertido em um fenômeno que torna ainda mais preocupante a escassez de profissionais na Educação Básica: os professores têm deixado a sala de aula para se dedicar a outras áreas, como a iniciativa privada ou a docência no ensino superior. Até maio deste ano, pediram exoneração 101 professores da rede pública estadual do Mato Grosso, 63 em Sergipe, 18 em Roraima e 16 em Santa Catarina. No Rio de Janeiro, a média anual é de 350 exonerações, segundo a Secretaria de Estado da Educação, sem discernir quantas dessas são a pedido. Mas a União dos Professores Públicos no Estado diz que, apenas nos cinco primeiros meses deste ano, 580 professores abandonaram a carreira (leia mais na página 43). Para completar o quadro, a procura pelas licenciaturas como um todo segue diminuindo, e a falta de interesse pela docência provoca a escassez de profissionais especialmente em disciplinas das ciências exatas e naturais. Motivos para a evasão "O motivo unânime para a evasão docente é a desvalorização da profissão e as más condições de trabalho", diz a professora Romélia Mara Alves Souto, do departamento de Matemática e Estatística do programa de Mestrado em Educação da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), em Minas Gerais. Em um estudo com alunos da universidade, Romélia constatou que entre os formados de licenciatura em Matemática entre 2005 e 2010, quase dois terços trabalham como docentes - mas, destes, 45% não pretendem continuar na Educação Básica. A maioria presta concurso para instituições financeiras ou quer se tornar pequeno empresário. Uma boa parte também faz pós-graduação ou vai estudar em outra área para não seguir na docência. "Para mim, a ferida principal disso tudo é o salário do professor. Os professores estão tendo de brigar para receber o piso", avalia. Romélia também já lecionou na Educação Básica e foi para o ensino superior, sobretudo, por questões salariais. Deu aulas de matemática durante dez anos quando, em 1996, migrou para a docência superior. O quadro parece se repetir há mais de uma década. Em 1999, Flavinês Rebolo, atualmente professora da pós-graduação em Educação da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), em Campo Grande (MS), defendeu uma tese de mestrado na Faculdade de Educação da USP em que focou o período de 1990-1995 na rede estadual paulista. Ela identificou que, além dos baixos salários, os fatores que mais contribuíam para a evasão docente eram a insatisfação no trabalho e o desprestígio profissional. "A questão salarial é uma luta de classe dos professores, em que eles têm toda a razão, mas no grupo que entrevistei o sentimento era muito mais de inutilidade que eles viam no trabalho", lembra Flavinês. A desvalorização, pelos próprios alunos e pela comunidade, minava o ideal dos professores de que iriam contribuir para uma sociedade melhor, aponta a pesquisadora. No princípio de tudo "Choque de realidade" é o termo usado para esse sentimento entre os professores iniciantes, grupo em que a evasão costuma ser alta. A pedagoga Luciana França Leme se ressente da falta de pesquisas sobre a evasão docente no Brasil, mas avalia que uma das hipóteses para a desistência no começo da carreira é a exposição do professor iniciante às escolas mais vulneráveis. "Não é que o professor não tenha de ir para essas escolas, mas há uma relação entre perfil do alunado e as condições de trabalho docente." Luciana aponta, ainda, as diferenças da evasão entre as áreas de conhecimento. Ela considera a hipótese de que os professores das áreas de exatas têm mais possibilidade de migrar para outras por conta de uma formação mais específica, que permite a aplicação dos seus conhecimentos em setores como o mercado financeiro. Já entre os licenciados em humanidades, a aplicação dos conhecimentos da graduação em outras áreas profissionais é, normalmente, mais restrita, com exceção do curso geografia, em que há maior possibilidade de os formados trabalharem em empresas de geologia. Fabio Rodrigues exemplifica a questão. Ele sonhava com a carreira docente quando ingressou na licenciatura de matemática na USP, no final de 2010. Depois de lecionar em cursinhos e, ao longo de três semestres letivos, em estágios obrigatórios na rede estadual, já no último semestre da graduação conseguiu emprego como assistente financeiro em uma empresa de engenharia. Em 2011, migrou para a área de Tecnologia da Informação, onde segue trabalhando como analista e desenvolvedor de sistemas. "Eu já tinha conhecimento sobre desenvolvimento de sistemas porque tive algumas disciplinas da área na USP e fazia alguns cursos por curiosidade e também por hobby", diz. Na outra ponta, Gisele Teodoro, formada em letras em 2008, migrou das aulas de inglês para o trabalho como telefonista bilíngue em uma empresa de mineração em Araxá. A desvalorização, o baixo salário e o excesso de trabalho fora da sala de aula foram os fatores para ela deixar o magistério. "Tanto o salário e os benefícios quanto a carga de trabalho bem menor são determinantes para que eu, pelo menos por enquanto, não tenha a menor pretensão de voltar para a sala de aula", diz. Futuro em perspectiva Professor do Programa de Mestrado em Administração Universitária da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e ex-diretor de Educação Básica Presencial da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Dilvo Ristoff pondera que em todas as profissões há evasão de profissionais. "O IBGE nos mostra que somente um terço dos engenheiros formados, por exemplo, atua como engenheiro e que apenas 75% dos médicos formados exercem a medicina", diz. O professor da UFSC faz a comparação com os professores de Educação Básica para concluir que, se em profissões com salários mais altos a evasão é expressiva, não surpreende, em sua opinião, que a evasão de professores formados seja alta. Além de uma renda maior, Ristoff lista algumas necessidades urgentes na carreira docente no Brasil: perspectiva de carreira, boas condições de trabalho e de formação, respeitabilidade social. "O professor, como todo ser humano, é movido por uma imagem de futuro que constrói para si. Se no seu trabalho ele percebe, dia após dia, que o seu futuro será uma réplica do seu presente - ou seja, no caso, tão ruim quanto o seu presente - ele desanima e, na primeira oportunidade, abandona a profissão", afirma. A pedagoga Luciana França Leme ressalta que a solução de atratividade para a carreira docente pode ser alcançada a longo prazo, porque ela vai reverberar na questão social e na questão cultural quanto à imagem do professor. Na sua tese de mestrado sobre os ingressantes nas licenciaturas em matemática e física e em pedagogia na USP, os motivos para que os alunos apontassem dúvidas quanto a querer ser docente eram muito semelhantes nos três cursos. A questão salarial era a de maior influência, mas há outras. "Uma das razões mais pontuadas, no escore da pesquisa foi que os alunos seriam professores caso pudessem ingressar em uma escola reconhecida com bom projeto educacional", diz. Ela afirma que medidas pontuais para atrair docentes à Educação Básica não vão resolver o problema justamente pela atratividade ter muitos fatores conjugados. Em 2010, a Fundação Carlos Chagas elaborou uma pesquisa para investigar a atratividade da carreira docente no Brasil pela ótica de alunos concluintes do ensino médio. Uma das autoras do artigo em que são apresentados os resultados da pesquisa, Patrícia Albieri de Almeida - pesquisadora da Fundação e professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie - afirma que um fator determinante para a baixa atratividade à docência, presente no estudo, é o pouco reconhecimento social da profissão, no sentido de o magistério não ser entendido como uma carreira em que é necessário um conhecimento específico que a diferencia de outras formações. "Até mesmo como reflexo disso muitos estudantes descartam a docência por acharem que não têm as características pessoais para isso. Esse fator aparece até mais forte do que a questão do baixo salário. É muito forte, em nossa sociedade, a ideia de que basta ter dom e vocação para exercer a docência", afirma Patrícia. Professores em Déficit Para Mozart Ramos - professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), membro do Conselho Nacional de Educação (CNE) e do conselho de governança do movimento Todos pela Educação -, a baixa atratividade à docência é o maior desafio, hoje, na educação brasileira. "É uma questão estratégica: ter bons alunos egressos do ensino médio para os cursos de licenciatura e, posteriormente, para a carreira do magistério é essencial", afirma. Em sua avaliação, são quatro as principais razões para a pouca atratividade à profissão: baixos salários - a média salarial no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009, citada por Mozart, é de R$ 1,8 mil; falta de plano de carreira e pouca expectativa de crescimento profissional; pouca conexão entre as licenciaturas e a Educação Básica; e más condições de trabalho. "As condições de trabalho são ruins tanto no âmbito das questões de violência, em sala de aula e fora dela, quanto na falta de insumos para que o professor exerça bem suas atividades", diz. O problema da baixa quantidade de professores formados não é recente, segundo adverte Antonio Ibañez, conselheiro da Câmara de Educação Básica do CNE e professor aposentado do curso de engenharia mecânica da Universidade de Brasília (UnB). Quando era reitor da UnB, em 1991, ele constatou por meio de relatórios o pequeno número de professores licenciados em ciências exatas e naturais pela universidade nos 30 anos anteriores. "Eram poucos mesmo, menos de duas dúzias. Fiquei preocupado de como uma universidade importante tinha formado tão poucos professores para Educação Básica, algo que, constatei depois, era um problema generalizado em outros estados". O CNE publicou um relatório em maio de 2007 que, por meio de uma simulação, quantificava os professores necessários para atender a todos os alunos que estavam matriculados no segundo ciclo do ensino fundamental e no ensino médio. "A conclusão foi que, sobretudo nas disciplinas mencionadas, faltavam docentes ou, então, as vagas eram preenchidas por professores que não tinham a qualificação específica ou a titulação necessária para a disciplina", diz Ibañez. A estimativa era de que havia demanda total por 106,6 mil professores formados em matemática e 55,2 mil em física e em química. Mas o número de licenciados entre 1990 e 2001 havia sido somente de 55,3 mil (matemática), 7,2 mil (física) e 13,5 mil (química). A cada dez alunos ingressantes nas licenciaturas em física e em matemática da Universidade de São Paulo (USP), em 2010, cinco não queriam ser professores na Educação Básica ou não estavam certos sobre isso. Os dados são da tese de mestrado da pedagoga Luciana França Leme. Desinteresse Entre os licenciados em física no campus de Bauru da Unesp, entre 1991 e 2008, a maior parte chegou a dar aulas no ciclo básico - mas um terço desistiu da profissão. A constatação também é fruto de uma pesquisa de mestrado, de Sérgio Kussuda, sobre a escolha profissional dos licenciados em física na universidade. Entre 377 concluintes da licenciatura em física no período, a pesquisa teve a participação de 52 licenciados que responderam aos questionários. Entre eles, 32, em algum momento da carreira, lecionaram na Educação Básica. Segundo a apresentação da tese de Kussuda, uma das principais conclusões é que a falta de professores de física não se deve somente ao pequeno número de formados, mas, sim, à da evasão docente para outras áreas profissionais. O estudo de Luciana também apontou que, entre os que se matricularam em pedagogia em 2010, 30% não queriam ou estavam incertos quanto ao ingresso na carreira docente. "A propensão a não ser professor entre os ingressantes em pedagogia é bem menor do que nas licenciaturas em física e matemática, mas não é um percentual desprezível", diz a pedagoga. A pouca procura por cursos de licenciatura em geral e os baixos índices de formação, a propensão de parte significativa dos ingressantes nesses cursos para não seguir carreira docente e a evasão de jovens professores da Educação Básica são alguns dos principais fatores que, somados, resultam em um quadro de escassez docente. O desafio em atrair professores não é exclusividade do Brasil (veja mais na pág. 50) e, por enquanto, não tem afetado a rede privada de forma importante, embora gere algumas preocupações. O problema se agrava quando se observa que professores lecionam matérias para as quais não têm formação específica. "Dados demonstram que cerca de metade dos professores da Educação Básica são improvisados, isto é, não foram formados para ensinar o que ensinam", diz Dilvo Ristoff. Vera Placco, professora e coordenadora do programa de pós-graduação em Educação (Psicologia da Educação) da PUC-SP, avalia que muitas das políticas educacionais para valorizar o professor e a educação não têm alcançado resultados concretos e desejados. "É preciso que o professor tenha uma formação continuada que possibilite a ele agir de forma mais atuante na sala de aula e na escola, participando da estruturação do currículo e do projeto político-pedagógico da escola", defende. Para ela, a preparação do professor para trabalhar com diferentes idades deveria ser aprofundada na formação continuada. Dilvo Ristoff avalia que medidas importantes têm sido tomadas no sentido de valorização da carreira docente e consequente busca pela atratividade à profissão, como o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), a lei do piso salarial e o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), do qual o programa de segunda licenciatura faz parte. "Mas são todas ações insuficientes: algumas são apenas pontuais e outras dependem da superação da crise sistêmica e do conflito de competências na Federação para o seu sucesso." Ao mesmo tempo que enfrentam as questões centrais, as instituições e o governo federal devem criar políticas focadas para formação de professores com ênfase especial nas áreas mais carentes. "Isso, no entanto, não deve significar desincentivo às demais áreas, pois temos carências em todas as disciplinas e em todas as regiões do país", diz. Paula Louzano, professora da Faculdade de Educação da USP, destaca que a profissionalização do docente implica valorizar a ideia de uma profissão que deve ser ocupada por alguém que estudou devidamente para isso. "Se se concorda com essa ideia, então não dá para termos formação a distância - ninguém fala, por exemplo, em ensino a distância para formação de médicos. Não dá, portanto, para ser uma formação aligeirada." Segundo Paula, hoje 30% dos cursos de formação de professor no Brasil são a distância. Em 2006, eram 17%. Um programa em estruturação do MEC, Quero ser professor, quero ser cientista, é voltado para as áreas de matemática, química, física e biologia, com estímulos a alunos do ensino médio para seguir carreira na área científica ou na docência na Educação Básica. O programa tem como meta atender 100 mil estudantes: serão incorporados, segundo o MEC, estudantes medalhistas de olimpíadas de matemática e de língua portuguesa, entre outras - não foram claramente definidos os critérios ainda. Professores que participarem do programa terão direito a bolsas e extensão na formação - o Quero ser professor... não pretende condicionar as bolsas e titulações de pós-graduação ao desempenho satisfatório dos estudantes, mas isso poderá ser decidido nos estados e municípios. A meta é oferecer dez mil bolsas Pibid. O MEC não informou se serão novas bolsas, somadas às que já são oferecidas pelo Pibid, ou se parte das bolsas já oferecidas serão destinadas ao programa - segundo a Capes, em 2012 foram oferecidas 40 mil bolsas Pibid para a categoria alunos de licenciatura. "As bolsas para motivar o estudante para ir para as licenciaturas concorrem com uma infinidade de outras bolsas. Por isso, não é mais um recurso tão atrativo", avalia Antonio Ibañez. O conselheiro do CNE idealiza que a rotina dos professores de Educação Básica tenha similaridades com a dos professores universitários. "Eles têm uma carreira e sabem qual percurso têm para seguir", descreve. E defende que os professores possam fazer pesquisas sobre métodos e resultados da aprendizagem dos alunos, apresentando-os em congressos de Educação Básica, com uma dinâmica similar à que existe na educação superior. Flavinês Rebolo aposta em um cenário diverso do atual. "Um clima de escola com relações interpessoais harmônicas e equilibradas, com apoio mútuo entre os professores, possibilidades de trabalho coletivo, são alguns dos aspectos que podem tornar o trabalho mais satisfatório e prazeroso, e isso com certeza contribui para que o professor se mantenha na profissão. Mas é claro que não depende só de esforços das pessoas, é preciso ter políticas públicas que ofereçam espaços para os trabalhos coletivos e outro tipo de organização do trabalho dentro da escola. Isso, devagarzinho, está acontecendo", diz Flavinês. A falta de atratividade das licenciaturas O que pode agravar o diagnóstico do CNE feito em 2007 é que a procura pelas licenciaturas como um todo, no país, segue diminuindo nos últimos anos. Em 2005, foram 1,2 milhão de matriculados. Já em 2010, após uma queda verificada ano a ano, foram 928 mil matrículas. Os números foram processados e apresentados em novembro do ano passado em um artigo de Dilvo Ristoff em coautoria com Lucídio Bianchetti, também professor da UFSC, a partir de dados do Censo da Educação Superior. A queda contrasta com o número crescente de bacharéis e tecnólogos formados. "Os programas existentes da Capes, apesar de serem bons e necessários, não conseguem interferir na falta de atratividade das licenciaturas. As universidades precisam ajudar, redesenhando com coragem os seus projetos pedagógicos de licenciatura, entendendo que nesses cursos há que se preparar o futuro professor e não o bacharel", opina Ristoff. "Eu já preparava aulas para qualquer disciplina" William Rodrigues, deixou a docência para voltar à graduação William Rodrigues se licenciou em história no campus de Assis da Universidade Estadual Paulista em 2010. Entre o último semestre da graduação e o início de 2012, foi professor da rede estadual de São Paulo na categoria "O" - regime de contratação por tempo determinado para atender necessidades temporárias, como substituição de docentes. "Muitas vezes eu dei aulas de matemática, física e inglês. E os alunos sabiam que eu era professor de história e que estava lá tapando um buraco, eles tinham total consciência disso", diz. De julho a dezembro de 2011, ele fazia uma espécie de plantão, esperando a falta aleatória de algum professor. Chegou, em uma semana, a dar 46 aulas. "Eu já preparava, em casa, aulas que pudessem ser ministradas para qualquer disciplina", diz. No início de 2012, William foi aprovado no concurso de docentes para um posto definitivo na rede estadual paulista. Mas preferiu desistir da carreira de professor e não assumiu o cargo. Na ocasião, estava se mudando para Foz do Iguaçu (PR), onde acabara de se matricular em uma segunda graduação, em relações internacionais, na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). Hoje, segue como estudante no segundo ano do curso. William estava em Assis em maio, em férias do curso de RI, quando conversou por telefone com Educação. O contato com a cidade natal onde se licenciou na Unesp o fez pensar na possibilidade de voltar a lecionar. "Estava com muitas saudades daqui. Nesse último mês, senti muita falta das aulas: história me dá brilho nos olhos, é um curso com o qual eu queria trabalhar", afirma. "Acho que eu até voltaria a dar aula, tenho saudade da sala e do contato com os alunos. Ser professor é muito bom, não é ruim. O que é ruim é o descaso, é sair de casa e não conseguir trabalhar por falta de estrutura." E na rede particular? Amábile Pacios, presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) e diretora do colégio Dromos, no Distrito Federal, não vê, até o momento, problemas expressivos de escassez de professores na rede particular de Educação Básica. "Mas acho que a rede poderá sofrer impacto no futuro, pois temos cada vez menos pessoas interessadas no magistério", prevê. "Precisamos de política pública, mas falta também reconhecimento da população. Há desprestígio e desqualificação do professor - e, em alguns casos, na particular é mais acentuado: quando, por exemplo, as famílias dão razão ao filho em detrimento de uma posição que um professor tenha assumido em sala de aula", avalia. João Carlos Martins, diretor-geral do Colégio Renascença, em São Paulo, e consultor educacional na rede particular, atua na gestão de colégios há cerca de 20 anos e também se preocupa com uma possível escassez docente no futuro. "Ainda temos um bom grupo de professores no mercado para educação infantil e educação fundamental 1, mas para fundamental 2 e ensino médio o quadro já está difícil", identifica ele. Ele avalia que muitos licenciados vão da graduação diretamente para a pós-graduação. 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terça-feira, 16 de julho de 2013

O que há para Jantar.


Artigo de Saulo Daniel Lopes O que há para o jantar? “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele ceará comigo.” Apocalipse 3:20 O cenário é aparentemente familiar, um dia cansativo, o trabalho, a escola, a faculdade exigiram demais de você, então, enquanto toma coragem para tomar um banho, abre a geladeira, enche um copo de refrigerante ou suco de qualquer coisa, arranca o sapato e joga longe, se joga no sofá, coloca as pernas sobre um apoio e passa a zapear qualquer coisa entre os canais de televisão enquanto tenta, desesperadamente, descansar o corpo e a mente… Mas, de repente, alguém bate à porta, sim, alguém que você não se lembra de ter convidado, nada seria mais inconveniente, lhe falta disposição e vontade de levantar e abrir, então, a saída é fingir que não há ninguém em casa, mas o som da TV já denunciou sua presença, então a visita começa a chamar insistentemente, na esperança de que alguém ouça sua voz e abra a porta, até que você se dá por vencido, encobre parte da bagunça, faz o possível para ficar apresentável e abre a porta, porém, para sua surpresa, a visita inesperada é o Senhor Jesus, Ele veio para jantar com você. Você está desprevenido, o sorriso amarelo denuncia que não há nada preparado, e, ainda que pudesse se preparar, o que servir num jantar para Deus? A ilustração acima evidencia de forma prática a assertiva estampada em Apocalipse 3:20. Certamente, se alguém lhe perguntar se o fato de Jesus estar a bater na porta do coração do homem é bom ou ruim, você dirá, imediatamente, que isso é bom. Entretanto, gostaria de fazer-lhe um convite a um pequeno raciocínio lógico: Quem bate numa porta, normalmente quer fazer o que? Acertou quem assinalou a opção “Entrar”! Pois bem, quem deseja entrar em algum lugar, está do lado de dentro ou do lado de fora? Se você respondeu “do lado de fora”, de fato, é uma pessoa inteligente. Então, agora me deixe refazer a pergunta inicial, o fato de Jesus estar a bater na porta do seu coração é bom ou ruim? Só existem duas perspectivas possíveis para a posição de Jesus em sua vida: Na primeira delas Ele está fazendo morada junto a você, ceando, conversando e convivendo diariamente ao seu lado; na segunda, Jesus está incessantemente batendo à porta do coração, esperando que alguém ouça Sua voz e abra a porta. Ao abrir a porta do coração, você percebe que Jesus tem dois objetivos, o primeiro é jantar/cear com você; o segundo é levar você para jantar/cear com Ele (“com ele cearei, e ele ceará comigo”). De cara já surge um problema, ter Jesus em casa para cear é a responsabilidade de pôr uma mesa à altura da visita. A questão é que na grande maioria das vezes o homem tem muito pouco a oferecer ao Senhor, trata-se de um pensamento óbvio: O que eu poderia oferecer àquele que é Senhor e dono de todas as coisas? Talvez, hoje, tudo o que você tem a oferecer a Deus são lágrimas, um fardo pesado e cansado, uma luta sentimental, um emaranhado de dúvidas quanto ao seu futuro, um casamento destruído… O que há para o jantar? O que pôr na mesa? No mundo cruel em que vivemos tudo coopera para que o seu tempo, a sua saúde, sua disposição, sua juventude, sua paz… tudo seja tragado, todo mundo busca auxílio em sua inteligência, força de trabalho, vigor, tudo isso possui muito valor, todavia, por certo, não há quem queira sua luta, ninguém está interessado em seus problemas… “ninguém”, exceto uma pessoa, Jesus! Mesmo sabendo de tudo o que você tem vivido e informado sobre o ingrato cardápio do jantar que você tem a oferecer, Ele insiste em afirmar: “e com ele cearei…” Um jantar com Jesus possui essa grande vantagem, não há como surpreendê-lo, Ele conhece o cardápio de sua mesa espiritual, prevê a oração antes que a palavra lhe salte à boca, sabe de todos os seus passos, contou os seus fios de cabelo, esquadrinha seus desejos, entende suas crises… E, ainda assim, insiste em jantar na sua casa, na sua mesa, no seu coração. Porém, o melhor mesmo é o complemento do encontro, pois, depois de cear na sua casa, Jesus faz um convite: “e ele ceará comigo.” Nessa situação, o polo se inverte e é você que disfrutará da mesa que Jesus tem preparada para sua vida, e é grandioso entender que Ele tem sempre o melhor para oferecer ao homem, sabores que você jamais experimentou, temperos que você sequer ouviu falar, aromas nunca antes sentidos. Enquanto a sua mesa está repleta de lutas, a mesa do Senhor possui vitórias, se na sua mesa há lágrimas, na mesa de Jesus há alegria, a ceia do seu casamento está regada a problemas? Jesus tem preparado um banquete de soluções! Se no jantar do seu futuro há um convescote de dúvidas, Jesus lhe preparou um rodízio de respostas, pois Ele é a nossa certeza! Estou certo que ao terminar de ler esse pequeno texto você ouvirá o som de alguém batendo à sua porta, acompanhado por uma voz insistente chamando pelo seu nome, por isso lembre que você não poderá disfrutar da ceia de Cristo se Ele estiver do lado de fora da sua vida, deixe-o entrar, deixe-o cear ao seu lado, entregue e ofereça tudo a Ele, ainda que o menu não seja o mais desejável, após isso, apenas descanse e desfrute do grande banquete que Ele fará para saciar a grande fome da sua alma. Em Cristo. Saulo Daniel Lopes saulo_daniel@hotmail.com

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Esperança de um amanhã melhor


A Esperança é Jesus Alessandra Samadello Não há esperança alguma Pra o mundo onde Deus não está Não há esperança de amor e de paz Onde o ódio deixa marcas fatais Não há esperança de vida Naqueles que não amam a Deus Não há esperança de um mundo de paz Se o homem deixa Deus para trás A esperança é Jesus Ele é o caminho A esperança é Jesus Nossa luz entre espinhos A esperança é Jesus Segurança de salvação Onde o mundo pode achar solução A esperança é Jesus Só há esperança e certeza Naquele que é vencedor Só há esperança no nome de Deus Para um povo que não tem mais amor.

sábado, 27 de outubro de 2012

Por favor, leiam este meu artigo até o fim Pois meus netos, hoje ouvi no noticiário que o senado finalmente aprovou a lei de quotas raciais para as universidades federais deste país, alegando que ajudará a redimir anos de opressão contra negros, pardos e índios. Pois é, vocês não são negros nem pardos inda que tenham um pouco de sangue índio … correndo em suas veias. Mas, o problema que vocês enfrentarão quando tiverem que entrar na universidade federal são seus olhos verdes e azuis. Vocês até poderão ser os melhores de sua turma, com as melhores notas, mas serão impedidos de entrar na universidade federal por conta da cor de seus olhos! Porque a natureza lhes legou esta herança. Seus ancestrais aqui no Brasil se misturaram com os nativos e, mesmo assim, vocês nasceram de olhos verdes e azuis. Eu sempre achei lindo ter netos de olhos azuis. Meus antepassados portugueses tinham olhos verdes; os de sua avó tinham olhos azuis claríssimos. Vocês tiveram a infelicidade de herdar a genética de seus antepassados europeus que construíram esta nação, e a triste sina de nascer num país que decidiu que ter olhos azuis ou verdes, ser claro ou loiro têm de dar preferência aos negros, pardos e índios ou provar que são 200 por cento melhor que eles. Veja bem. O governo instituiu a competição singular em que só vocês devem estudar. Os negros, pardos e índios, meus netos, têm vagas garantidas por lei! Eles não precisam se esforçar. Estarão na universidade mesmo com notas baixas. E pior: Vocês estudam, com o esforço de seus pais e com a ajuda de seus avós aposentados em escola particular, porque nós, seus avós ajudamos a pagar seus estudos. Sabem por que? Porque seus avós estudaram em escolas públicas tão fracas que nem chegamos aos bancos da universidade. E sabem por que não os colocamos em escolas públicas? Porque o governo acha que tem o direito de impor a vocês que devem pensar ideologicamente como os partidos que nos governam. E nós queríamos professores melhor preparados para ensinarem vocês, já que neste país não se pode ensinar os filhos em casa… E agora o governo decidiu que quem estudar em escolas fracas terá acesso fácil à universidade, mas vocês, não! Ainda poderemos mudar isso numa próxima legislação! Agora, meus netos, tudo que lhes peço é que estudem mais do que já fazem; afinal, seus antepassados europeus construíram este país inventando coisas, edificando fábricas, dando empregos e criando escolas – a escola em que vocês estudam foi iniciada por um pastor protestante que veio da Europa – mas agora, depois de tantos anos o governo achou por bem que seus descendentes não devem ter direitos de cidadãos brasileiros. Vocês não são culpados, e sim essa gente que ideologizou o país e decidiu quem deve e quem não deve ingressar em universidade federal! Por isso, terão que se esforçar mais que todo mundo! Bem. Como vocês são ainda crianças somente entenderão isso daqui a alguns anos! Boa sorte! Pastor João de Souza

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Ministério de Louvor

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Querido Grupo de Louvor, Eu aprecio muito a sua disponibilidade e desejo de oferecer seus dons a Deus em adoração. Aprecio sua devoção e celebro sua fidelidade — arrastando-se para a igreja cedo, domingo após domingo, separando tempo para ensaiar durante a semana, aprendendo e escrevendo novas canções, e tantas coisas mais. Assim como aqueles artistas e artesãos que Deus usou para criar o tabernáculo (Êxodo 36), vocês são dispostos a dispor seus dons artísticos a serviço do Deus Triuno. Portanto, por favor, recebam esta pequena carta no espírito que ela carrega: como um encorajamento a refletir sobre a prática de “conduzir a adoração”. A mim parece que vocês frequentemente simplesmente optaram por uma prática sem serem encorajados a refletir em sua lógica, sua “razão de ser”. Em outras palavras, a mim parece que vocês são frequentemente recrutados a “conduzir a adoração” sem muita oportunidade de parar e refletir na natureza da “adoração” e o que significaria “conduzir”. Especificamente, minha preocupação é que nós, a igreja, tenhamos involuntariamente encorajado vocês a simplesmente importar práticas musicais para a adoração cristã que — ainda que elas possam ser apropriadas em outro lugar — sejam prejudiciais à adoração congregacional. Mais enfaticamente, usando a linguagem que eu empreguei primeiramente em Desiring the Kingdom¹, às vezes me preocupo de que tenhamos involuntariamente encorajado vocês a importar certas formas de execução que são, efetivamente, “liturgias seculares” e não apenas “métodos” neutros. Sem perceber, as práticas dominantes de execução nos treinam a relacionar com a música (e os músicos) de certa maneira: como algo para o nosso prazer, como entretenimento, como uma experiência predominantemente passiva. A função e o objetivo da música nestas “liturgias seculares” é bem diferente da função e o objetivo da música na adoração cristã. Então deixe-me oferecer apenas alguns breves conceitos com a esperança de encorajar uma nova reflexão na prática da “condução da adoração”: 1. Se nós, a congregação, não conseguimos ouvir a nós mesmos, não é adoração. A adoração cristã não é um concerto. Em um concerto (uma particular “forma de execução”), nós frequentemente esperamos ser sobrepujados pelo som, particularmente em certos estilos de música. Em um concerto, nós acabamos esperando aquele estranho tipo de privação dos sentidos que acontece com a sobrecarga sensorial, quando o golpe do grave em nosso peito e o fluir da música sobre a multidão nos deixa com a sensação de uma certa vertigem auditiva. E não há nada de errado com concertos! Só que a adoração cristã não é um concerto. A adoração cristã é uma prática coletiva, pública e congregacional — e o som e a harmonia reunidos de uma congregação cantando em uníssono é essencial à prática da adoração. É uma maneira “desempenhar” a realidade de que, em Cristo, nós somos um corpo. Mas isso requer que nós na verdade sejamos capazes de ouvir a nós mesmos, e ouvir nossas irmãs e irmãos cantando ao nosso lado. Quando o som ampliado do grupo de louvor sobrepuja às vozes congregacionais, não podemos ouvir a nós mesmos cantando — então perdemos aquele aspecto de comunhão da congregação e somos encorajados a efetivamente nos tornarmos adoradores “privados” e passivos. 2. Se nós, a congregação, não podemos cantar juntos, não é adoração. Em outras formas de execução musical, os músicos e as bandas irão querer improvisar e “serem criativos”, oferecendo novas execuções e exibindo sua virtuosidade com todo tipo de diferentes trills e pausas e improvisações na melodia recebida. Novamente, isso pode ser um aspecto prazeroso de um concerto, mas na adoração cristã isso significa apenas que nós, a congregação, não conseguimos cantar junto. Então sua virtuosidade desperta nossa passividade; sua criatividade simplesmente encoraja nosso silêncio. E enquanto vocês possam estar adorando com sua criatividade, a mesma criatividade na verdade desliga a canção congregacional. 3. Se vocês, o grupo de louvor, são o centro da atenção, não é adoração. Eu sei que geralmente não é sua culpa que os tenhamos colocado na frente da igreja. E eu sei que vocês querem modelar a adoração para que nós imitemos. Mas por termos encorajado vocês a basicamente importar formas de execução do local do concerto para o santuário, podemos não perceber que também involuntariamente encorajamos a sensação de que vocês são o centro das atenções. E quando sua performance se torna uma exibição de sua virtuosidade — mesmo com as melhores das intenções — é difícil opor-se à tentação de fazer do grupo de louvor o foco de nossa atenção. Quando o grupo de louvor executa longos riffs, ainda que sua intenção seja “ofertá-los a Deus”, nós na congregação nos tornamos completamente passivos, e por termos adotado o hábito de relacionar a música com os Grammys e o local de concerto, nós involuntariamente fazemos de vocês o centro das atenções. Me pergunto se há alguma ligação intencional na localização (ao lado? conduzir de trás?) e na execução que possa nos ajudar a opor-nos contra estes hábitos que trazemos conosco para a adoração. Por favor, considerem estes pontos com atenção e reconheçam o que eu não estou dizendo. Este não é apenas algum apelo pela adoração “tradicional” e uma crítica à adoração “contemporânea”. Não pense que isto é uma defesa aos órgãos de tubos e uma crítica às guitarras e baterias (ou banjos e bandolins). Minha preocupação não é com o estilo, mas com a forma: O que estamos tentando fazer quando “conduzimos a adoração?” Se temos a intenção que a adoração seja uma prática congregacional de comunhão que nos traz a um encontro dialógico com o Deus vivo — em que a adoração não seja meramente expressiva, mas também formativa² — então podemos fazer isso com violoncelos, guitarras, órgãos de tubos ou tambores africanos. Muito, muito mais poderia ser dito. Mas deixe-me parar por aqui, e por favor receba esta carta como o encorajamento que ela foi feita para ser. Eu adoraria vê-los continuar a oferecer seus dons artísticos ao Deus Triuno que está nos ensinando uma nova canção. Sinceramente, Jamie ___________________________________________________

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Lenhador e a Raposa
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Uma Pequena História de Amor.

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